Objetivos do CEI “Pentagrama III”:
* Propiciar a formação básica da criança, com vistas ao seu desenvolvimento integral;
* Promover o desenvolvimento da coordenação motora grossa da criança, bem como dar ênfase à música, às artes e ao desenvolvimento da linguagem, por meio de estórias, rodas e conversas;
* Propiciar à criança um ambiente lúdico que ajude a promover seu desenvolvimento psíquicos, físicos, sociais e emocionais, respeitando o tempo de cada criança. É por meio das brincadeiras que as crianças aprendem, usam a imaginação, experimentam o mundo e desenvolvem suas habilidades motoras, visuais e auditivas;
* Incentivar a curiosidade e o uso do raciocínio através de brincadeiras recreativas (faz de conta) e valorizar a auto estima da criança;
* Valorizar a educação como um instrumento de humanização e de interação social;
* Desenvolver um trabalho sócio educativo visando a construção de identidade, de autonomia e de cidadania;
* Promover o desenvolvimento infantil nos aspectos físico, afetivo, cognitivo e social;
* Proporcionar a proteção, segurança, alimentação, cultura e lazer.
* Fortalecer a participação dos pais nas atividades escolares, trabalhando com eles os direitos das crianças e o dever da promoção desses direitos de forma compartilhada entre o Estado e a Família;
* Proporcionar, também, ações complementares as das famílias, objetivando a proteção, prevenção, promoção e inserção das crianças na rede de serviços e na comunidade.
* Para isso oferece cuidados e situações de aprendizagem onde os aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais sejam trabalhados em continuidade à ação familiar e da comunidade. Essas ações visam a formação de crianças mais autônomas, seguras capazes de interagir com as questões do ambiente onde estão inseridas.
- A concepção de criança, de Desenvolvimento infantil e de aprendizagem
A criança deve ser reconhecida e respeitada, como um ser que sente e pensa o mundo a sua volta, que nasce com infinitas possibilidades para desenvolver muitas competências.
Entendemos que todas, mesmo as que são portadoras de necessidades especiais, são capazes de superar e descobrir alternativas para se colocar no mundo, elaborando diferentes formas de comunicação.
Nesta concepção compreendemos que o desenvolvimento não ocorre de maneira uniforme, ele não depende apenas das características físicas e ambientais, nem de etnias, crenças e status social das famílias das crianças. Dependem, sobretudo, da aprendizagem, que por sua vez é marcada pelas experiências culturais que as crianças são expostas desde o momento do nascimento.
No desenvolvimento infantil sabemos que no processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam as mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem, de terem ideias e hipóteses sobre aquilo que vivem. Nesta perspectiva, procuramos oferecer ambientes enriquecedores, instigantes e cheios de espaços para aprender, para que neles as crianças se desenvolvam de forma gradativa e atribuam significados a objetos, relações e fenômenos que as cercam.
A Educação Infantil deve ser estruturada em torno de três princípios básicos norteadores:
O Cuidar – O cuidado na esfera da instituição de Educação Infantil significa compreendê-lo como parte integrante da educação, embora possa exigir conhecimentos habilidades e instrumentos que extrapolam a dimensão pedagógica.
Os cuidados e a educação devem proporcionar o desenvolvimento cognitivo e psicossocial a todas as crianças, sem qualquer tipo de discriminação. Garantindo a elas todos os direitos de cidadãos.
O cuidar inclui todas as atividades ligadas ao cotidiano de qualquer criança: “alimentar, lavar, trocar, proteger, consolar, todas as atividades que são integrantes ao educar”. Significa, portanto, atitudes e procedimentos que têm como objetivo atender às necessidades da criança no seu processo de crescimento e desenvolvimento.
O Educar – O percurso educativo entrelaça todos os momentos do dia, remete a situações de cuidado, brincadeiras, de dialogo entre crianças e adultos, crianças entre si e adultos também. São as aprendizagens orientadas de forma integrada que contribuem para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com outras pessoas em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.
O Brincar – Através do brincar as crianças podem exercer sua capacidade de criar, condição imprescindível para que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são oferecidas nas instituições, sejam elas mais voltadas ao lúdico ou às aprendizagens que ocorrem por meio de uma intervenção direta.
Quando está brincando a criança cria situações imaginárias que lhes permite operar com objetivos e situações do mundo dos adultos. Enquanto brinca, seu conhecimento se amplia, pois ela pode fazer de conta que age de maneira adequada ao manipular objetos com os quais o adulto opera e ela ainda não.
A Educação Infantil trata essencialmente do desenvolvimento do aluno como ser humano, considerando fatores intrínsecos do mesmo, bem como aqueles que o circundam. Nesse processo educacional, levam-se em conta aspectos individuais como a capacidade cognitiva, afetiva, social e motora, os interesses e as necessidades.
Embora esteja fundamentado nos aspectos individuais, o contato com outros seres humanos viabiliza a compreensão de que é necessário considerar o outro como um ser que também tem desejos e características próprias. Isto implica tornar a criança um ser social, isto é, um ser que, à medida que compreende a existência do outro, busca conciliar suas necessidades com as do outro.
A proposta pedagógica busca atender às necessidades pessoais: de afeto, sono, alimentação, higiene e de estimulação para o desenvolvimento global da criança.
Torna-se imprescindível proporcionar um ambiente acolhedor, afetivo e lúdico; oportunizar atividades para a estimulação de suas diversas linguagens (corporal, oral, escrita, plástica e musical) e competências. Possibilitar a exploração das sensações, percepções, movimentos e o conhecimento do seu próprio corpo, sua interação ao meio e as pessoas.
Vigotski (2000) destacou três abordagens sobre aprendizagem e desenvolvimento, que são:
1) Aprendizagem e desenvolvimento: processos independentes;
2) Aprendizagem e desenvolvimento: processos idênticos;
3) Aprendizagem e desenvolvimento: processos diferentes e relacionados.
De acordo com a primeira abordagem, a qual concebe a aprendizagem e o desenvolvimento como independentes entre si, o desenvolvimento constitui-se em um processo de maturação do sujeito segundo as leis naturais e a aprendizagem é meramente exterior às oportunidades criadas pelo processo de desenvolvimento.